– Romanceiro e Cancioneiro do Algarve – Francisco Xavier d’Athaide Oliveira (RCA-

Romanceiro e cancioneiro do Algarve (Lição de Loulé) : acompanhado de importantes notas para esclarecimento do texto e onde se reproduz tudo quanto ha publicado neste genero pertencente ao Algarve
por Francisco Xavier de Ataíde Oliveira , 1842-1915
1905 | Porto : Typographia Universal | 432 p. ; 22 cm

(ler aqui aqui e aqui sobre o autor)

Ler on line….

Vamos ver a barca nova,
Que fizeram os pastores,
Nossa Senhora vai dentro
Coroadinha de flores.

Vamos ver a barca nova
que se vai deitar ao mar,
Nossa Senhora vai dentro,
e S. Pedro a remar.
166

Se o mar tivesse varanda
Ia-te ver ao Brasil;
Mas como o mar a não tem,
Amor, não posso lá ir.
168

XXXVII_ Silva da cantigas populares lusitanas- pg.185

O mar a Deus pediu peixe,
O peixe pediu fundura,
O homem pediu riqueza
A mulher formosura.
192

Cada vez que vejo vir
Gaivotas à beira -mar
Creio que são os meus amores
Que me desejam falar.
198

O Pedrinho anda no mar
Em redor da fragata
Se o senhor gosta de mim,
Do casamento se trata.
209

De encarnado veste a rosa
Deverde o mangericão;
As ondas do mar azul,
De luto o meu coração.
209

As ondas do mar são brancas
Tudo no mar é alvura,
Entre todas as mhlheres,
Só a Virgem ficou pura.
210

Sete-estrelo, sol e lua
Tudo no mar embarcou
Só para ver o teu semblante,
O sol porém desmaiou.
210

Se as lágrimas fossem pedras
Que eu por ti tenho chorado,
Mandava fazer um forte
Lá no meio do mar salgado.
210

Aqui tens esta laranja
Tira-lhe o sumo de dentro,
Da casca faz um barquinho,
Mete nele o pensamento.
211

Naqueles mares lá fora,
Tem meu pai um castanheiro;
Dá castanhas lá em maio,
Melancias em janeiro.
216

Eu corri o mar em roda,
Com a fatecha na mão
Em o mar achei fundura,
Só no teu coração, não.
216

Ó mar alto, ó mar alto,
Ó mar alto sem ter fundo,
Mais vale andar no mar alto,
Do que nas bocas do mundo.
217

Fui ao mar para ver as ondas,
Pus-me a escrever na areia,
Não bastava casar pobre,
Se não ter a mulher feia.
217

Menina que tanto sabe,
Responda a esta pergunta:
Que ciência tem o mar,
Que tanta água em si junta?

A ciência que o mar tem,
Não é coisa de pasmar:
Não há rio nem regato,
Que não vá parar ao mar.

Mal haja quem inventou,
No mar andarem navios,
Que esse foi o causador,
De meu olhos serem rios.
223

De joelhos fui ao mar,
De joelhos fui ao fundo,
Por amor de ti, Palmira,
Eu iria ao fim do mundo.
225

Choram as feras no campo,
Choram os peixes no mar,
Somente por culpa tua,
Muito tenho de chorar.
236

Junto das ondas do mar,
Suspirei fitando as águas,
Dizendo, fitando as águas,
Quem tem amores, tem mágoas.

Canta o soldado na guerra,
Canta o nauta no mar,
Cantando se passa vida
Tudo se esquece, até cantar.
242

347

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