– Cancioneiro popular colligido da tradição – Teófilo Braga

Cancioneiro popular colligido da tradição

BARCO

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Lá vem o barco á vela
Lá vem a sardinha boa
Lá vem o meu amorzinho
Assentadinho á proa
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pesquisa MAR

CPCT.TB.52p52
CPCT.TB.p60

O mar pediu a Deos peixes Os peixes a Deos altura Os homens a liberdade As mulheres a formosura O mar pediu a Deos peixes Para dar aos pescadores E eu peço a Deos saude Para lograr meus amores .

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CPCT.TB.68

Menina se sabe ler Lêa no meu coração Dentro d elle hade encontrar Se lhe quero bem ou não Se eu soubera ler no mar Lêra no teu interior Via no teu coração Se ainda me tens amor
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http://books.google.pt/books?id=iUouAAAAYAAJ&hl=pt-PT&hl=pt-PT&pg=PA74&img=1&zoom=3&sig=ACfU3U2_aiUUIFP8fq7wJ4V8q3zZz0kovQ&ci=299%2C176%2C457%2C156&edge=0

Ó menina tenha assento
Como as arias do mar
Que estes rapazes de agora
De nada se vão gabar.

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p.87

Já passei o mar a nado
Nas ondas do teu cabelo
Agora posso dizer
Que passei o mar sem medo
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p.107

Oh meu amor não embarques Olha o mar que não tem fundo Olha o mar é como os homens Que enganam a todo o mundo

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p.110
Corri todo o mar á roda Cuma vela branca accesa Em todo o mar achei fundo Só em ti pouca firmeza
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p.117

Eu hei de ir àquele mar
Se ele me quiser ouvir
Que abrande as suas ondas
Quer o meu amor partir

Quero dar as despedidas
Quero dá-las e não posso
Tenho o meu coração preso
Por um fio de ouro ao vosso.
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O meu amor foi se foi se Sem se despedir de mim Do mar se lhe façam rosas Do navio um jardim Das velas uma açucena Para se lembrar de mim.

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Se fores ao mar lá fora Não me leves no cuidado Senta te á sombra da vela Dorme o somno descançado .
p119
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Andaes vestido de azul O azul é que eu venero O azul é navegante Eu tambem navegar quero .
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Canção do marinheiro Versão de Coimbra Perdido lá no mar alto Um pobre navio andava Já sem bolaxa e sem rumo A fome a todos matava Deitaram as negras sortes A vêr qual d elles havia Ser pelos outros matado P r o jantar d aquelle dia Caiu a sorte maldita No melhor moço que havia Ai como o triste chorava Resando á Virgem Maria Mas de repente o gageiro Vendo terra pela prôa Grita alegre lá da gávea Terras terras de Lisboa
p.144
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p.145
Cantigas de levantar ferro Versão de Lisboa
VOZ A grande nau Catherineta Tem os seus mastros de pinho
CORO Ai lé lé lé Marujinho bate o pé
VOZ O ladrão do dispenseiro Furtou a ração do vinho
CORO Ai lé lé lé Marinheiro vira a ré
VOZ Antes de caçar as gáveas Põe se o ferro sempre a pique
CORO Ai lé lé lé Cada qual mostra o que é.
voz Para a nau ficar a nado Abrem se as portas ao dique
CORO Ai lé lé lé Chega tudo cá p r a ré
voz Quando as gáveas vão aos rizes A maruja talha o lais
CORO Ai lé lé lé Quem é moiro não tem fé
voz Sobem dois a impunir A rizar sobem os mais
coro Ai lé lé lé Tu com tu e cré com cré
voz Quando o barco faz cabeça Alla braços iça a giba
coro Ai lé lé lé Vá de longo que é maré
voz Quando elle arranca o ferro
Vira então de leva arriba
CORO Ai lé lé lé Vira mar e Sam José
VOZ E de usança ao quarto dalva
Matar na coberta o bicho
CORO Ai lé lé lé Deixa a marca põe a pé
VOZ Antes da baldeação Varre o moço apanha o lixo
Coro Ai lé lé lé Peito á barra finca o pé
voz Todo o barco que anda a corso Caça outro que se veja
côko Ai lé lé lé Muito cafre tem Guiné
voz Todo o moço do convés Caça a isca na bandeja
Côko Ai lé lé lé Mazagão não é Salé
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